11 de out de 2011

Companheiros que plantam o desânimo

Lendo o livro HÁ FLORES NO CAMINHO de Amélia  Rodrigues/ Divaldo Franco no capítulo 6 cujo titulo é “Por amor a Jesus”, percebi o quanto os seguidores do Evangelho são levados ao desâmino pelos próprios companheiros; Por isso  achei interessante colocar alguns trechos do referido capítulo.  

      O diálogo é de Simão Pedro com Jesus que já havia “ascendido ao pai”:
      " (...) -Não são os estranhos, Senhor, a criarem-me impedimentos para o labor crescente, mas, os ami­gos, os cooperadores... (...) Quando a perseguição vem de fora, dos que nos não conhecem, é mais fácil compreendê-los e desculpá-los, porém quando decorre daqueles que vivem conosco e participam da nossa fé, do nosso ideal...
                Não conseguiu terminar a frase, porque a voz ficou estrangulada na garganta túrgida.
O Senhor compreendendo as lutas do discípu­lo querido, interrogou:
                         -Pedro, que era o vaso delicado, antes de to­mar forma?
                       -Argila comum, Senhor - respondeu, presto, o interlocutor.
                         -E a estátua perfeita, - volveu o Mestre - an­tes do esforço e da dedicação do artista?
                        -Pedra bruta, Mestre - apressou-se Simão em responder.
             - Tens razão, amigo - aduziu Jesus. - Sem o tra­balho consciente nem a arte do oleiro o vaso não se teria formado, permanecendo perdido no barro úmido... Não fossem a paciência e a habilidade do escultor, a estátua que dormia na pedra grosseira lá permaneceria sem qualquer beleza ou utilidade.   (...)     Os homens, à semelhança da argila sem for­ma ou pedra grosseira, aguardam que os cultores dos nobres ideais lhes plasmem beleza e forma, de­licadeza e utilidade, vencendo as suas resistências a golpes de paciência, perseverança e fé, até que colimem os objetivos para os quais foram criados pelo Pai.    (...) Cumpre-nos compreender-lhes a situação, o degrau em que estagiam 
 (...)"Além disso, convém considerar que eles são hoje, o que já foste ontem. O tempo e o amor divino cuidaram de ti, através de outros que te alcança­ram, cabendo-te, agora, a tarefa de cuidar deles, a fim de que cheguem até onde te encontras..."   (...).
                -Se não exercitamos o amor e a caridade com aqueles com quem convivemos, como provaremos os próprios valores, quando chamados a tolerar e a suportar os que nos são desconhecidos?
                 -Se não nos for possível perseverar com os que jazem no desânimo e nos dificultam a marcha, qual será o nosso comportamento em relação aos que se obstinam contra os nossos propósitos?
É necessário modificar a visão, diante dos co­rações e mentes enfermos que constituem os nos­sos amigos, que gostaríamos se encontrassem em outra situação evolutiva, portanto, de entendimen­to.
                -Auxiliemos, desse modo, aos ingratos ao nos­so lado e aos difíceis para conosco, e treinar-nos-emos para os cometimentos mais graves, que nos aguardam no futuro, precedendo à nossa liberta­ção gloriosa.(...)”


*Grifos feitos por mim

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