28 de nov de 2011

DESCULPISMO


(...)Raramente encontramos companheiros encarnados com bastante disposição para amar o trabalho pelo trabalho, sem ideia de recompensa.

A maioria está procurando remuneração imediata. Nessas condições, não percebem que a mente lhes fica como aposento escuro, atulhado de elementos inúteis.

À força de viciarem raciocínios, confundem igualmente a visão. Enxergam tormentas onde há paisagens celestes, montanhas de pedra onde o caminho é gloriosa elevação.
De pequenos enganos a pequenos enganos, formam o continente das grandes fantasias (...).

   Quantos pretextos são inventados pelas criaturas terrestres por fugir ao testemunho da verdade divina, nas tarefas que lhes são próprias.

Os mordomos da responsabilidade ale­gam excesso de deveres, os servidores da obediência afirmam ausência de ensejo.

Os que guardam possi­bilidades financeiras montam guarda ao patrimônio amoedado, os que receberam a bênção da pobreza de recursos monetários aconselham-se com a revol­ta.

Os moços declaram-se muito jovens para cultivar as realidades sublimes, os mais idosos afirmam-se inúteis para servi-las. Os casados reclamam quanto à família, os solteiros queixam-se da ausência dela.


Dizem os doentes que não podem, comentam os sãos que não precisam. Raros companheiros encarnados conseguem viver sem a contradição.

Tereza de Calcutá

Nossos instrutores afirmam sempre que tudo de bom deve aguardar do destino quem saiba servir ao bem e trabalhar com esperança.


FONTE:
Livro: Os Mensageiros 
Autores: Chico Xavier & Andre Luiz (Espírito)
Capítulos: 29 e  30


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