8 de abr de 2012

Senhor, não poderei ser mãe!


Essa pergunta chegou via e-mail enviada por uma irmã que chamaremos de G.:
“ - Meu maior desejo é ser mãe já fiz todos os tratamentos e nenhum surtiu resultado e em função disso caí em depressão e simplesmente parei minha vida. Acredito que o fato de não poder ser mãe sinaliza que fui uma pessoa muito mais muito cruel na reencarnação passada. Sinto culpa misturada com mágoa e muitos sentimentos confusos... O que eu posso fazer? “

      Tenha calma!

   Por que fazer suposições em relação ao passado se a Divindade premiou-nos com o dom do esquecimento? Não importa o que fomos ou o que fizemos e sim o que faremos com a oportunidade do AGORA.

      A princípio procure ajuda de um psiquiatra e se tiver condições comece uma terapia, pois você afirma que além de ter  “sentimentos confusos” está com a vida parada; esse conselho não é meu... Divaldo Franco gosta  de repeti-lo frequentemente.



      Paralelo a isso não esqueça que os Centros Espíritas têm tratamento espiritual (geralmente no setor de atendimento fraterno) que te guiará no reestabelecimento do equilíbrio emocional.

     Para reflexão deixo o trecho do diálogo entre Maria de Magdala e Jesus, onde a vendedora de ilusões  se aproxima dEle em busca de algum tipo de orientação. Como sempre as respostas de Jesus podem ser aplicadas as interrogações que carregamos em nosso ser.

     Acompanhemos um pequeno trecho desse diálogo:


           
      “- Na tua condição de mulher, já pensaste no que seria o mundo sem as mães exterminadas no silêncio e no sacrifício? (...)

  Maria de Magdala, ouvindo aquelas advertências, começou a chorar, a sentir no íntimo o deserto da mulher sem filhos. Por fim, exclamou:


    -Desgraçada de mim, Senhor, que não poderei ser mãe!...
Então, atraindo-a brandamente a si, o Mestre acrescentou:

         -E qual das mães será maior aos olhos de Deus? A que se devotou somente aos filhos de sua carne, ou a que se consagrou, pelo espírito, aos filhos das outras mães?

          Aquela interrogação pareceu despertá-la para meditações mais profundas. Maria sentiu-se amparada por uma energia interior diferente, que até então desconhecera. 

          A palavra de Jesus lhe honrava o espírito; convidava-a a ser mãe de seus irmãos em humanidade, aquinhoando-os com os bens supremos das mais elevadas virtudes da vida.“


Livro: Boa Nova
Autores: Humberto de Campo e Chico Xavier
Capítulo 20: Maria de Magdala


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