17 de jan de 2015

Nunca te afirme imprestável

            
  Num aldeamento de colonização, surgiu um químico dedicado à fabricação de remédios pesquisando as qualidades de certo arbusto que existia unicamente em cavernas. 

  Detendo informe de antigos habitantes da região, muniu-se de lâmpada elétrica, vela e fósforos para descer aos escaninhos de grande furna. 

  O homem começou a distanciar-se da luz do sol e porque a sombra se condenasse, acendeu a lâmpada desdobrando uma corda que, na corda, lhe orientasse o caminho. 

  Em breve instante, porém, as pilhas se esgotaram. Recorreu aos fósforos e inflamou a vela, entretanto, a vela se derreteu e os fósforos foram gastos inteiramente, sem que ele atingisse o que desejava. 

  Dispunha-se ao regresso, quando viu em pequeno recôncavo do espaço estreito e escuro o brilho intermitente de um pirilampo. 



  Aproximou-se curioso e, à frente dessa luz, achou a planta que buscava, com enorme proveito na tarefa a que se propunha. 

  Anotemos a conclusão. 

Quem não pode ser a luz solar, terá possivelmente o clarão da lâmpada. 

  Quem não consegue ser a lâmpada terá consigo o valor da uma vela acesa ou de um fósforo chamejante. 

  E quem não disponha de meios a fim de substituir a vela e o fósforo, trará sem dúvida, o brilho de um pirilampo.



Fonte:
Livro: Recados do Além
Autores: Emmanuel/Chico Xavier






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